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sexta-feira, 17 de junho de 2011

Com Pressa

Passei correndo pela sala de jantar usando meu melhor vestido, concentrada em me preparar para um encontro de negócios noturno. Gillian, minha filha de quatro anos, estava dançando ao som de sua música favorita, Cool, do filme Amor, sublime amor.

Eu estava com pressa à beira de chegar atrasada. No entanto uma vozinha dentro de mim disse: "Pare".
Então parei. Olhei para ela. Aproximei-me, peguei sua mão e a rodopiei. Minha filha de sete anos, Caitlin, entrou na nossa órbita e eu também a peguei. Nós três dançamos alucinadamente pela sala de jantar até chegarmos à sala de estar. Ríamos. Rodopiávamos. Será que os vizinhos podiam ver a loucura pelas janelas? Não tinha importância.

A música chegou ao fim com um floreio dramático e nossa dança terminou com ela. Dei um tapinha em seus traseiros e mandei que fossem tomar banho.

Ela subiram as escadas, sem fôlego, seus risinhos ricocheteando pelas paredes. Voltei aos meus afazeres. Estava dobrada para a frente, enfiando papéis em uma pasta, quando ouvi a mais nova falar para a irmã.
-Caitlin, você não acha que a mamãe é a mais melhor de todas?

Congelei. Eu quase correra pela vida, perdendo aquele momento. Meu pensamento foi para os prêmios e os diplomas que cobriam as paredes do meu escritório: Nenhum prêmio, nenhuma realização que eu jamais alcançara, poderia se comparar a isso: "Você não acha que a mamãe é a mais melhor?"

Minha filha disse isso quando tinha quatro anos. Não espero que ela o diga com quatorze. Mas, aos quarenta, se ela se inclinar por cima daquela caixa de pinho para dizer adeus para o recipiente descartado da minha alma, quero que o diga:

"Mamãe não é a mais melhor?"

Não combina com meu currículo. Mas quero isso gravado na minha lápide.

O preço do amor...

Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito. Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu:

- Cortar a grama do jardim: R$3,00
- Por limpar meu quarto esta semana R$1,00
- Por ir ao supermercado em seu lugar R$2,00
- Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia às compras R$2,00
- Por tirar o lixo toda semana R$1,00
- Por ter um boletim com boas notas R$5,00
- Por limpar e varrer o quintal R$2,00
- TOTAL DA DIVIDA R$16,00


A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa.

Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu:

- Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida - NADA
- Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti - NADA
- Pelos problemas e pelos prantos que me causastes - NADA
- Pelo medo e pelas preocupações que me esperam -NADA
- Por comidas, roupas e brinquedos - NADA
- Por limpar-te o nariz - NADA
- CUSTO TOTAL DE MEU AMOR - NADA

Quando o menino terminou de ler o que sua mãe havia escrito, tinha os olhos cheios de lágrimas.
Olhou nos olhos da mãe e disse: "Eu te amo, mamãe!!!"
Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme:
"TOTALMENTE PAGO".

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pra Você

Gastamos mais, porém desfrutamos menos, temos casas maiores, porém famílias menores, temos mais compromissos, porém menos tempo, temos mais conhecimentos, porém menos discernimento, temos mais remédios, porém menos saúde.
Multiplicamos nossos bens, porém reduzimos nossos valores humanos, falamos muito, amamos pouco, e odiamos demais, chegamos a lua, porém temos problemas para para atravessar a rua e conhecer nosso vizinho, conquistamos o espaço exterior, porém não o interior, temos dinheiro, porém menos moral.
 É tempo de mais liberdade, porém menos alegrias . . ., tempo de mais comida, porém menos vitaminas . . ., dias que chegam dois salários em casa, porém aumentam os divórcios, dias de casa mais lindas, porém de lares desfeitos.
Por tudo isso, proponho que de hoje para sempre. . . , você não deixe nada “para uma ocasião especial”, porque cada dia que você viver será uma ocasião especial.
Procure Deus, conheça-o, leia mais, sente na varanda e admire a paisagem sem se importar com as tempestades, passe mais tempo com sua família e seus amigos, coma a sua comida preferida, visite os lugares que ama, a vida é uma sucessão de momentos para serem desfrutados, não apenas para sobreviver.
Use suas taças de cristal, não guarde seu melhor perfume, é bom usá-lo cada vez que sentir vontade, as frases “um desses dias”, “algum dia”, elimine-as de seu vocabulário.
Escreva aquela carta que pensava escrever “um desses dias”, digamos ao nossos familiares o quanto os amamos, por isso não protele nada daquilo que somaria a sua vida sorrisos e alegrias…, cada dia, hora e minuto são especiais. . ., e você não sabe se será o último . .